Ao incentivar o protagonismo do estudante, a instituição de ensino corrobora para a formação integral de seus alunos, em diferentes aspectos como cognitivo, social e emocional. Ao colocar o aluno como autor de sua trajetória permite-se que ele avance em seu processo de desenvolvimento intelectual e pessoal, ao mesmo tempo que estimula-se a construção de um indivíduo autônomo e com pensamento crítico.

Neste conteúdo, ilustramos a importância do protagonismo estudantil e como ele contribui para a formação integral dos alunos. Além disso, ao longo do conteúdo, reunimos também alguns materiais complementares. Por isso, fique atento(a)! Boa leitura!

Introdução

Conforme vimos em nosso artigo Ensino humanizado: o que é e qual a sua importância, a formação humana dos alunos é tão importante quanto a formação acadêmica. Fato que comprova isso é a procura frequente, por parte dos empregadores, por pessoas que possuam não apenas uma formação acadêmica renomada, mas também Soft Skills condizentes com o clima organizacional da empresa em si. 

Partindo desse pressuposto, podemos considerar que o protagonismo do estudante configura-se como uma forma da instituição de ensino cooperar, na prática, para o desenvolvimento e preparação do aluno em esferas importantes para a sua formação.

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Nosso assunto de hoje busca identificar como as IEs podem incentivar os estudantes a serem autores do seu processo formativo e como isso pode ser realizado na prática. 

Contudo, antes de começarmos, quero saber em qual etapa a sua instituição de ensino está no que tange a prática do protagonismo estudantil. Para isso, vou dar três opções e quero convidar você a comentar lá nos comentários para mim, combinado?

A) Essa já é uma prática comum na minha instituição de ensino.

B) Estamos dando início agora.

C) Estou perdido, nem sei por onde começar. 

Conta aí para a gente, isso nos ajudará a melhorar cada vez mais o conteúdo!

Agora sim, podemos começar! 

O que é protagonismo do estudante? 

Também denominado protagonismo estudantil, esta prática consiste, como o próprio nome sugere, no fato do aluno ser protagonista da sua formação acadêmica e humana. 

Quando a instituição de ensino trabalha sob a perspectiva de protagonismo estudantil, ela possui sua estrutura de gestão e operacionalização focada em iniciativas que permitem que os alunos tracem sua própria trajetória de aprendizado.  

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O ambiente que promove o protagonismo do estudante configura-se como um ambiente aberto. Ou seja, que incentiva o diálogo e a opinião, além do trabalho em equipe. Há também o incentivo aos alunos de “extrapolarem” os limites da sala de aula. Isso significa que eles são incentivados a explorarem recursos que cooperarão para o seu desenvolvimento. Livros, computadores e materiais de arte são exemplos. 

Práticas realizadas por IEs que adotam o protagonismo do estudante

Como vimos, as instituições de ensino que promovem o protagonismo do estudante são reconhecidas pelo incentivo a um ambiente aberto e participativo. Isso significa que a IE corrobora para o autoaprendizado do aluno por meio de projetos de pesquisa, estudos de caso e realizações de seminários, por exemplo.

Além disso, trabalha-se também o desenvolvimento de habilidades como o trabalho em equipe e a liderança, ao mesmo tempo que aprendem os conteúdos de uma maneira mais dinâmica e ativa

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Outro ponto importante diz respeito à disponibilidade de recursos aos alunos. Um exemplo prático é o fato de ninguém precisar “abrir a porta” para o aluno ter acesso a um computador, como é muito comum em instituições de ensino em todo o país. Isso significa que os recursos estão disponíveis para os alunos, de forma a incentivar o seu autodesenvolvimento.

Toda a dinâmica escolar também ganha uma nova abordagem. Ou seja, não é regida do mesmo modo que nos métodos tradicionais.

Um exemplo simples é a ausência do tão conhecido sinal. Normalmente, ele atua como um alerta para os alunos de que precisam cumprir horários predeterminados. Essa ausência parte da premissa de que toda a dinâmica escolar deve ser regida com base na consciência do aluno de que ele está ali porque precisa e quer ser o protagonista da sua vida e que a instituição de ensino viabiliza que isso aconteça da forma mais natural possível. 

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Outro ponto marcante é o relacionamento professor-aluno. Em muitas instituições, os docentes são encarados como “dificultadores” de todo o processo de aprendizagem. Porém, ao cultivar a prática do protagonismo estudantil na IE, a tendência é que essa visão mude. Assim, os alunos tenderão a visualizar os professores como capacitadores e facilitadores do seu processo de formação.  

Vale ressaltar também que o dia a dia dos estudantes se torna mais ativo e participativo. Isso porque é comum incorporar no processo de aprendizagem a realização periódica de atividades dentro e fora da sala de aula. Isso acontece porque compreende-se que todo o espaço externo à sala também é capaz de cooperar imensamente para a percepção dos alunos, ou seja, capaz de incentivar o aprendizado prático e não apenas o teórico. 

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Qual a importância da instituição praticar o protagonismo estudantil?

Quando a instituição de ensino norteia sua rotina educacional com vistas ao protagonismo do estudante, ela incentiva que os alunos se conheçam e descubram seus interesses acadêmicos e pessoais. 

Além disso, incentiva que o aluno seja a bússola do seu próprio processo de aprendizagem. Isso porque confia na capacidade do estudante de se organizar e tomar decisões.

Vale ressaltar que instituições de ensino que praticam o protagonismo estudantil são percebidas como referência pelo seu público. Ademais, tendem a ser muito valorizadas e disputadas pelos estudantes. Isso acontece por justamente atuarem de forma integral em sua formação e, portanto, se diferenciarem em um mercado tão homogêneo. 

Os desafios do protagonismo estudantil

Assim como toda prática pedagógica, o protagonismo estudantil também envolve desafios, tais como:

  • Dificuldade de conectar conteúdos predeterminados pelos órgãos reguladores à rotina estudantil

Por envolver uma nova perspectiva de aprendizagem e abordagem junto aos alunos, torna-se um desafio conectar todos os conteúdos que devem ser lecionados de acordo com os órgãos regulamentadores. Isso porque algumas vezes será necessário um tempo maior ou uma dinâmica mais específica para incorporar o aprendizado de forma ativa.

  • Falta de preparação por parte dos professores

O que acontece é que, por ser uma maneira tecnicamente inovadora de aprendizagem, muitas vezes, os próprios docentes não compartilham da vivência desse formato de gestão. Por isso, poderá ser necessário começar pela preparação a partir dos próprios professores.

  • Promover o conhecimento e não apenas a prática de “decorar o conteúdo”

Sabemos que a realidade em muitas instituições de ensino é a de que o aluno esquece rapidamente o conteúdo lecionado. Isso acontece pois, na verdade, ele nunca foi um aprendizado, e sim mais um conteúdo “decorado”.

O protagonismo do estudante inverte esse processo. Ao promover uma nova forma de aprendizado mais autônomo, ele incentiva o conhecimento e não apenas uma assimilação temporária.

  • Demanda tempo 

Por envolver uma nova dinâmica e a quebra de paradigmas historicamente enraizados, a rotina do protagonismo estudantil demanda tempo. Por isso, poderá requerer também diversos ajustes ao longo do tempo.

Como aplicar o protagonismo estudantil na prática? 

  • Faça a sua equipe se sentir como tal

Como vimos, toda a rotina da instituição irá requerer mudanças. Dessa forma, é primordial que toda a equipe escolar (professores, funcionários e diretores) esteja envolvida e comprometida com o processo. Por isso, é fundamental ter reuniões periódicas para acompanhar os resultados e verificar a eficácia de cada abordagem.

  • Crie um projeto pedagógico inovador que valorize os estudantes

Ao optar pelo protagonismo estudantil, muito provavelmente, o projeto pedagógico da IE precisará sofrer alterações. Logo, a dica é: ao longo de todo o percurso de desenvolvimento, priorize e valorize o aluno. Considere, ao longo de todas as decisões, o fato de que o estudante deve ser o centro e que deve aprender a partir de experiências não apenas teóricas, mas também práticas.

  • Quebre o preconceito 

Quebrar velhos paradigmas pode ser desafiador. Portanto, não tente fazer isso sozinho. Nesse momento, chame para perto alunos estratégicos, além dos pais e/ou responsáveis e da comunidade escolar como um todo. Trabalhe para conscientizá-los do quão benéfica será essa nova abordagem.

  • Organiza-se

Neste momento, antes de mais nada, você deve planejar. Como vimos, é importante mudar a forma como as salas são apresentadas, quais os recursos que serão disponibilizados, dentre outros. Por isso, planeje bem como será toda a logística dessa prática.

  • Torne a rotina estudantil mais envolvente

Por fim, mas não menos importante, invista em eventos e novas formas de integrar e chamar seus alunos. Agenda cultural, eventos, seminários, feiras de talento e grêmio estudantil são ótimas formas de envolver os alunos na nova dinâmica escolar. 

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