A Aprendizagem Experiencial consiste em um processo de aprendizagem envolvente. Com ela, os alunos aprendem fazendo e refletindo acerca da experiência vivenciada. Sendo composta pelo Ciclo de Aprendizagem Experiencial, ela trabalha o aprendizado tendo como base quatro pilares: Experiência, Reflexão, Pensamento e Ação. Entenda, agora, como aplicá-los na prática!

Antes de começarmos…

Por ser um tema extremamente rico, optamos por dividir esse conteúdo em duas partes: uma mais inicial e a outra mais avançada. Essa é a parte 2 desse conteúdo

Por isso, se você ainda não conferiu a primeira parte, na qual elencamos definições, benefícios e aplicações da Aprendizagem Experiencial, te convido a ler o nosso conteúdo na íntegra, clicando na imagem abaixo!

TEORIA DA APRENDIZAGEM EXPERIENCIAL- RUBEUS

Já conferiu? Então vamos em frente, boa leitura e ótimos insights! 

Introdução

Como vimos, a Aprendizagem Experiencial trabalha a perspectiva de que a melhor maneira de realmente aprender algo é vivenciando experiências práticas. 

Em suma, a explicação para isso está no fato de que essas experiências ficam “registradas” em nossa mente, nos ajudando a reter informações e a nos lembrar dos fatos com maior facilidade.

Para colocá-la em prática, a Teoria da Aprendizagem Experiencial, desenvolvida por David Kolb, abarca também um ciclo composto por etapas estratégicas que contribuem para o êxito da metodologia.  

Portanto, a seguir veremos mais sobre o Ciclo de Aprendizagem Experiencial, sua importância e como aplicar cada uma das etapas na prática. 

O Ciclo de Aprendizagem Experiencial

Em suma, a Teoria do estilo de Aprendizagem Experiencial de Kolb é representada por um ciclo de aprendizagem de quatro estágios no qual o aluno “passa por todas as bases”, sendo elas: Experiência, Reflexão, Pensamento e Ação.

Esquematicamente, funciona assim:

Ciclo de Aprendizagem Experiencial - Rubeus

Como funciona o Ciclo de Aprendizagem Experiencial?

Em síntese, o processo de aprendizagem inicia-se com uma experiência, que exige uma reflexão. Posteriormente, o aluno é conduzido à revisão e a alternância de perspectivas sobre a experiência vivenciada. 

Assim, o próximo passo é o pensamento abstrato com o objetivo de chegar a conclusões e conceituar o significado da experiência. O resultado final é fazer com que o aluno chegue à decisão de agir, engajando-se em experimentação ativa ou testando o que ele aprendeu.

Este ciclo é tão natural e orgânico que, quando aplicado de forma planejada e inteligente, os alunos se envolvem sem ter consciência de que estão aprendendo. Isso acontece quase sem esforço. 

A seguir, veremos mais informações sobre como enriquecer a utilização do o Ciclo de Aprendizagem Experiencial, mas antes eu tenho um convite para você!

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Como aplicar o Ciclo de Aprendizagem Experiencial? 

Como vimos, as etapas que compõem o ciclo oferecem uma rica possibilidade de aplicação. Isso significa que, de forma resumida, a Aprendizagem Experiencial pode ser executada de diferentes formas e perspectivas, desde que sua abordagem exploratória seja incentivada. 

Além disso, independentemente dos recursos utilizados, seja dentro ou fora da sala de aula, a metodologia deve possuir como centro a vivência prática da experiência e sua posterior análise. 

A seguir, elenquei 3 dicas para você aplicar o Ciclo de Aprendizagem Experiencial na prática, veja só:

  • Exercite dinâmicas em grupo

Em resumo, as dinâmicas em grupo possibilitam duas grandes vantagens: a experimentação e a integração entre as equipes. Há diversas possibilidades e formatos para desenvolver as dinâmicas em grupo, utilizando ou não recursos materiais ou somente induzindo os alunos com perguntas e observações ao que há ao redor. Seja criativo!

  • Explore possibilidades 

Com o intuito de conduzir os alunos a novas experiências, você pode optar pela utilização de recursos que possuem o poder de dar leveza e fluidez ao aprendizado. 

Abaixo há algumas dicas de materiais que podem enriquecer as experiências:

Caso você atenda especificamente ao ensino superior, nossa próxima dica pode ser ainda mais assertiva, veja só:

Ferramentas para trabalhar a criatividade em sala de aula - Rubeus

  • Utilize recursos tecnológicos interativos

Sabemos que a tecnologia é capaz de transportar o aluno para fora da sala de aula. Por isso, por que não utilizá-la como base para uma experiência inesquecível de aprendizagem? 

Você pode utilizar o Google Earth e levar o aluno para o “outro lado do mundo”, sem que ele precise nem ao menos sair da sua carteira. 

Ademais, além do Google Earth há diversos museus e bibliotecas virtuais. Aproveite as oportunidades!

Ilustração

IMPORTANTE: o papel do professor é primordial para a adoção da Aprendizagem Experiencial. Ele assume a responsabilidade de mentor. Isto é, alguém que conduz o aluno à reflexão e ao entendimento acerca da experiência vivenciada. 

Nós abordamos de forma mais completa o papel do professor para a Aprendizagem Experiencial na parte 1 desse conteúdo, você se lembra?

👉🏻 Caso ainda não tenha visto ou deseje relembrar alguns insights, é só conferir nosso blog post “Teoria da Aprendizagem Experiencial: definições, benefícios e aplicações práticas.

Como enriquecer a utilização do Ciclo de Aprendizagem Experiencial?

Como vimos, o papel do professor é fundamental. Entretanto, quando não há uma atuação estratégica do docente, o que ocorre é que o aluno vivencia a experiência, mas não reflete sobre ela. O resultado é uma “aprendizagem mecânica” sem o real entendimento do que se está aprendendo. 

Assim, pensando na importância do enriquecimento da experiência, separamos algumas perguntas que devem ser exploradas ao longo da Aprendizagem Experiencial, observe:  

1. O que deu certo e/ou o que falhou?

Posteriormente vivenciar a experiência é importante induzir os alunos a pensarem sobre os pontos mais significativos. Peça que descrevam os eventos. 

Além disso, leve-os a pensar sobre quais recursos foram utilizados. Pondere sobre a importância de cada um deles e como eles se sentiram ao vivenciar esse tipo de experiência.

2. Por que tivemos sucessos ou fracassos?

Como se chegou aos resultados encontrados? O que ajudou, o que atrapalhou? O que era esperado no início do processo e o que foi apresentado ao final? Qual outro ângulo e perspectiva pode ser explorado de forma a encarar essa experiência de maneira diferente?

3. Há pontos que podem ser alterados?

O que poderia ser feito de diferente? O que foi  aprendido a partir disso? Quais novas percepções? O que foi confirmado? Que novas questões surgiram? Que outras teorias nos ajudam a aprofundar o aprendizado?

4. Quais ações deverão ser tomadas para fazer melhorias?

O importante aqui é considerar o que a experiência significa na prática. O que pode-se fazer a partir dela? Quais inferências foram realizadas no início da experiência e sua relação com os resultados encontrados ao final?

5. O que isso significa na prática?

Neste momento, incentive que os alunos façam a ligação entre a parte teórica do conteúdo e a parte prática. Assegure-se de que eles realmente entendam quais aplicações e impactos esta experiência pode ter no mundo real, bem como o fato de que a parte teórica soma-se à parte prática para a compreensão completa do conteúdo.

Material complementar para enriquecer a sua experiência!

Conhecer os alunos é um dos grandes segredos na hora de obter sucesso na aplicação de metodologias de aprendizagem. Aliás, esse processo deve começar bem antes deles fazerem parte do seu quadro de discentes. 

Portanto, pensando na importância de conhecer os leads da sua IE, não poderíamos deixar de mencionar nosso e-book com exemplos prontos de personas.

Em síntese, esse material engloba exemplos de personas para cada nível de ensino da Educação Básica (Infantil, Fundamental I, Fundamental II, Ensino Médio e Pré-Vestibular), personas para o Ensino Superior e para Cursos Técnicos.

Estamos disponibilizando-o de forma totalmente gratuita. Portanto, aproveite e garanta já o seu! É por tempo limitado! 

11 exemplos de personas para IEs: saiba como construir as suas - Rubeus

Considerações finais

Espero que você tenha gostado do nosso conteúdo sobre o Ciclo de Aprendizagem Experiencial!

Para tornar a sua experiência ainda mais completa, te convidamos a deixar sua opinião nos comentários e a compartilhar esse blog post com alguém. Afinal, uma equipe que aprende junto,  cresce mais rápido. 😉

Até a próxima!

Paloma Estevam - Rubeus

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