A Teoria da Aprendizagem Experiencial trabalha a tradução do conteúdo teórico para a prática, por meio de experiências vivenciadas no mundo real, seja dentro ou fora da sala de aula. Sua aplicação corrobora para a conquista de significativos resultados de aprendizagem. Entenda mais!

Estruturamos este conteúdo a partir de conceitos fundamentais e, posteriormente, afunilamos o tema. Por ser um assunto extremamente rico optamos por dividir esse material em duas partes

Aqui, você encontra a parte 1 desse conteúdo. Reunimos pontos importantes como definições, benefícios e aplicações práticas da Teoria da Aprendizagem Experiencial. Boa leitura! 

Introdução

Conforme ressaltamos em nosso conteúdo “Abordagem de aprendizagem: conceitos, benefícios e dicas”, a maneira como cada pessoa aprende pode variar tendo em vista questões específicas como personalidade, tempo e método de associação, preferências e gostos, cultura e experiências as quais ela foi exposta. 

Dessa forma, os métodos inovadores de ensino vêm ganhando cada vez mais espaço dentro e fora da sala de aula. Tendo essa premissa como ponto de partida, a Teoria da Aprendizagem Experiencial surge como uma opção disruptiva de promover uma maior fixação e associação do conteúdo. 

Em síntese, ela trabalha a perspectiva de que é possível aprender a partir de uma reflexão acerca da experiência vivenciada. Além disso, nesse formato de aprendizagem, as atividades podem incluir, porém não estão limitadas a, experimentos práticos em laboratórios, estágios, estudos de campo, análise de casos etc.

A seguir, veremos sua definição completa, observe:

A Teoria da Aprendizagem Experiencial

Do Inglês Experiential Learning Theory, a Teoria da Aprendizagem Experiencial, foi elaborada por David Kolb e trabalha a ideia literal do “aprender fazendo”. 

Em suma, a Aprendizagem Experiencial concentra-se na ideia de que a melhor maneira de aprender as coisas é realmente tendo experiências práticas. Essas experiências, por sua vez, ficam gravadas em nossa mente e nos ajudam a reter informações e a lembrar-nos dos fatos com maior facilidade.

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Vista sob o ângulo da educação, a Teoria da Aprendizagem Experiencial trabalha a ideia do estudante aprender conscientemente por meio de experiências vivenciadas dentro e fora da sala de aula.  

A aplicação da Aprendizagem Experiencial bem planejada, supervisionada e avaliada promove a aprendizagem interdisciplinar, engajamento, protagonismo do estudante, desenvolvimento de carreira, consciência cultural, liderança e outras habilidades profissionais e intelectuais.

Em resumo, as práticas alicerçadas pela Teoria da Aprendizagem Experiencial estimula, nos estudantes, ações inteligentes como:

  • Reflexão e análise crítica;
  • Incentivo o desenvolvimento de habilidades como proatividade e iniciativa. Dessa forma, eles tomam suas próprias decisões e entendem que são responsáveis ​​pelos resultados gerados a partir disso;
  • Oportunidades para envolverem intelectualmente, criativamente, emocionalmente e/ou fisicamente no processo de aprendizagem;
  • Maior assimilação e fixação do conteúdo;
  • Entendimento da parte teórica e prática do conteúdo.

👉🏻 Quer saber mais sobre como aplicar o protagonismo do estudante na prática? Pegue dicas valiosas em nosso conteúdo: Protagonismo do estudante: a importância de incentivar o aluno a ser o autor da sua trajetória.

Benefícios propostos pela Teoria da Aprendizagem Experiencial

  • Explora situações novas e envolventes

Na Aprendizagem Experiencial, as experiências devem ser cuidadosamente escolhidas de acordo com o potencial de aprendizagem dos alunos. Portanto, ela fornece oportunidades para eles praticarem e aprofundarem habilidades emergentes e construírem bases sólidas para novos aprendizados a partir da experiência vivenciada agora.

  • Maior envolvimento do aluno

Ao longo do processo de Aprendizagem Experiencial, o aluno está ativamente envolvido. Por isso, a tendência é que ele realize perguntas, investigue, experimente, seja curioso, assuma responsabilidade, seja criativo e extrapole os limites da sala de aula.

Além disso, ele estará envolvido intelectualmente e emocionalmente, o que aumenta as chances de se desenvolver a percepção de que a tarefa de aprendizagem é autêntica e marcante

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  • Desenvolvimento do pensamento crítico

A reflexão sobre a aprendizagem durante e após as experiências é um componente integrante da Teoria da Aprendizagem Experiencial. Essa reflexão induz à análise e ao pensamento crítico.

  • Cooperação e sociabilidade

Ao longo da experiência vivenciada pelo aluno, proposta pela Teoria da Aprendizagem Experiencial, os relacionamentos são desenvolvidos e nutridos. Isso ocorre pois o aluno interage consigo mesmo (se conhecendo melhor) e com os outros alunos. 

A seguir, veremos mais sobre a Teoria da Aprendizagem Experiencial, mas antes eu preciso te fazer esse convite especial!

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O papel do facilitador na Aprendizagem Experiencial

Já que o nosso assunto é Teoria da Aprendizagem Experiencial não podemos deixar de mencionar o papel do professor e seus benefícios.

Assim como em toda abordagem de aprendizado, o papel do professor é fundamental para a execução da abordagem na prática. 

No que tange a Aprendizagem Experiencial, o docente assume o papel de facilitador da associação e fixação do conteúdo. Mas, como? Expondo problemas, estabelecendo limites, apoiando os alunos, fornecendo recursos adequados e facilitando o processo de aprendizagem.

Além disso, é importante reconhecer e estimular oportunidades espontâneas de aprendizagem, engajamento em situações desafiadoras, experimentação e ponderação de soluções.

Ademais, o professor surge como alguém que ajuda o aluno a perceber as conexões entre um contexto de aprendizado e outro, entre a parte teórica e a prática do conteúdo. 

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Como praticar a Aprendizagem Experiencial 

  • Estágios

O estágio é uma ótima forma de incentivar a aprendizagem a partir da vivência. Ao participar de um programa de estágio, o aluno pode trabalhar com profissionais já atuantes na área cursada, “acumulando bagagem” e vivenciando experiências que até então limitavam-se à teorias.

Ademais, por ser, na maioria das vezes, vinculado ao curso realizado pelo aluno, o estágio tem o poder de proporcionar uma visão abrangente da profissão escolhida e do dia a dia da rotina que futuramente ele irá vivenciar. 

A chave para esta forma de aprendizagem experiencial é algum tipo de reflexão guiada. A missão desta experiência pode ser apoiar a integração da teoria e prática, explorar opções de carreira ou promover o desenvolvimento pessoal e profissional.

  • Pesquisa Exploratória

Este termo é usado para denotar experiências/projetos de serviço fora da sala de aula opcionais ou obrigatórios vinculados a cursos. 

O local pode ser a comunidade mais ampla fora da instituição de ensino ou alguma que seja  aceita pelas atividades extracurriculares. 

Em síntese, nessas experiências, os alunos participam de uma atividade de serviço organizada que atende às necessidades identificadas da comunidade e refletem sobre a atividade de serviço para entender melhor o conteúdo do curso e obter uma apreciação mais ampla da disciplina e um senso aprimorado de responsabilidade.

  • Trabalho em grupo

Apesar de muitas vezes ser desafiador, o trabalho em grupo possibilita que os alunos ganhem experiência prática ao interagirem direta e indiretamente com outras pessoas. 

Além disso, o trabalho em equipe agrega visões distintas de um mesmo conteúdo ao explorar diferentes perspectivas. Ao compartilhá-las, toda a experiência de aprendizado é enriquecida. 

  • Programas de extensão

Em suma, eles consistem em um conjunto articulado de projetos e outras ações de extensão como cursos e eventos. Ao participar de programas de extensão, os alunos atuam como assistentes de pesquisa e colaboradores em projetos do corpo docente.

  • Trabalho de campo

Outro tipo de Aprendizagem Experiencial é o trabalho em campo. 

Em resumo, é uma pesquisa ou prática orientada pelo aluno, realizada fora da instituição de ensino. 

Nesse tipo de atividade, o estudante tem contato direto com as pessoas, fenômenos naturais ou outras entidades em estudo. Assim, o trabalho de campo proporciona que o aluno vivencie experiências que extrapolam os limites do conteúdo teórico, agregando valor e atratividade ao conteúdo.

  • Intercâmbios

Em parceria com instituições de ensino internacionais, sua IE pode incentivar que os alunos participem de cursos em outros países. 

O componente de aprendizagem experiencial é a imersão cultural que oferece novos desafios. 

  • Aprendizagem baseada em desempenho

Envolve apresentações, seminários, exibição artística ou musical produzida individualmente ou em equipe, preparada para um público. 

Neste tipo de Aprendizagem Experiencial diversas habilidades são exercitadas, principalmente a eloquência, a sociabilidade e o desenvolvimento em público. 

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Considerações finais

Espero que você tenha gostado do nosso conteúdo sobre a Teoria da Aprendizagem Experiencial. 

Para tornar sua experiência ainda mais completa, te convidamos a deixar sua opinião nos comentários e a compartilhar esse blog post com alguém. Afinal, uma equipe que aprende junto,  cresce mais rápido. 😉

Até a próxima!

Paloma Estevam - Rubeus

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