Você já ouviu falar na aprendizagem construtivista? Essa metodologia de ensino prega a prática do famoso “aprender a aprender”, ou seja, levar o aluno a desenvolver o seu próprio conhecimento a partir de experiências vivenciadas anteriormente. Chegou a hora de se aprofundar e entender mais sobre essa proposta de ensino. 

Dica importante: fique atento aos materiais complementares que elencamos ao longo do conteúdo! Eles servem para complementar a sua leitura e enriquecer a sua experiência! Além disso, não esqueça de nos contar, nos comentários, o que achou do conteúdo e, caso tenha, compartilhar sua experiência sobre o tema conosco! Boa leitura e bons insights!

Introdução

Profundas transformações ocorreram na educação ao longo do século XX, principalmente na aprendizagem dos jovens brasileiros. Desde então, novas formas de ensino-aprendizagem vêm ganhando espaço na dinâmica das instituições de ensino.

Dentre as novas metodologias de ensino que vêm emergindo no cenário educacional, está o Construtivismo. Em síntese, ele consiste em uma teoria de aprendizagem na qual educadores assumem o papel de “condutores” dos alunos ao próprio aprendizado. 

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Através de práticas desenvolvidas especificamente para atender aos propósitos da aprendizagem construtiva, os educadores são capazes de auxiliar seus alunos a compreenderem seus conhecimentos anteriores, criando conexões com os conteúdos atuais.

Além disso, o Construtivismo tem o poder de influenciar a maneira como os alunos aprendem e a forma como os professores ensinam. Isso acontece porque formação e conhecimento anterior influenciam a forma como os alunos aprendem. 

O que é aprendizagem construtiva?

Como o próprio nome sugere, Construtivismo significa “construir”. E é exatamente isso que essa metodologia propõe: a construção do próprio conhecimento.

Em suma, o Construtivismo trabalha a perspectiva de que as pessoas constroem ou fazem ativamente o seu próprio conhecimento e que a sua fixação é determinada pelas experiências anteriores de aprendizagem. Isso significa que o aprendizado é algo único, pois as experiências são particulares a cada pessoa.

Quais os objetivos da aprendizagem construtivista?

É certo que toda metodologia de ensino, inovadora ou não, possui o objetivo central de melhorar o aprendizado e proporcionar uma maior fixação do conteúdo. Contudo, particularmente, a aprendizagem construtivista objetiva:

  • Incentivar o processo de construção do conhecimento de forma particular a cada aluno;
  • Proporcionar o autoconhecimento;
  • Desenvolver o auto-aprendizado;
  • Contextualizar a aprendizagem em cenários realistas;
  • Promover uma aprendizagem centrada no aluno;
  • Trabalhar a integração social do estudante;
  • Explorar diferentes recursos de aprendizagem (vídeo, texto de áudio, etc.);
  • Estimular a consciência do processo de conhecimento contínuo.

A seguir, veremos alguns dos princípios trabalhados pela aprendizagem construtivista, mas antes eu tenho um convite para você! 

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3 princípios da aprendizagem construtivista

  • O conhecimento é uma trilha a ser percorrida e não algo absorvido passivamente

A ideia central do Construtivismo prega que a aprendizagem é construída. Isso significa que os alunos devem construir novos conhecimentos a partir daqueles que viram anteriormente. Ou seja, a cada “caminho percorrido” os conhecimentos vão se agregando e expandindo o cenário sobre determinado tema.

Além disso, apenas a aceitação passiva do conhecimento não surte resultados concretos na construção do saber. Em contrapartida, a aprendizagem construtivista trabalha o envolvimento do aluno com o mundo, o conduzindo ao longo da trilha de construção do conhecimento.

  • Os alunos “aprendem a aprender”

Aprender consiste na construção de significado e de “sistemas de significado”. Por exemplo, quando aprendermos a cronologia das datas de uma série de eventos históricos, estaremos simultaneamente aprendendo o significado de cronologia. Ou seja, um conhecimento conduz ao outro.

Quando o aluno aprende sobre a tabuada, indiretamente está aprendendo a realizar contas avançadas. Essa abordagem estabelece “pontes” entre os conhecimentos, ou seja, um completa o outro e “explica” o próximo.

  • O aprendizado não é instantâneo

Nessa abordagem, como um conhecimento vai “se conectando ao outro”, ele pode levar tempo. Dessa forma, para uma aprendizagem significativa é preciso revisitar as ideias, ponderá-las e experimentá-las, permitindo erros nesse processo e aprimorando-o da próxima vez. 

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Características da sala de aula construtivista

  • O conhecimento é compartilhado entre professores e alunos

Na aprendizagem construtivista o docente atua como uma das fontes de conhecimento, mas não a única. Como o objetivo é “construir“ o conhecimento, ele deve incentivar a participação, o envolvimento e o compartilhamento de experiência por parte dos alunos.

  • O papel do professor é o de facilitador ou guia

Em síntese, um dos grandes segredos para o sucesso dessa metodologia é renovar o papel dos docentes. Ou seja, é preciso tirar o foco de que o professor é o detentor do conhecimento e torná-lo, aos olhos dos alunos, um facilitador e guia que, juntamente com eles, tem a missão de agregar o conhecimento e contribuir para a formação da sua jornada acadêmica e consequentemente, profissional.

  • Os grupos de aprendizagem são em pequeno número de alunos

Com o intuito de incentivar a interação entre professor-aluno de forma mais sustentável e próxima, a sala de aula construtiva é composta por uma quantidade reduzida de alunos. Isso porque, ao contar com menos alunos, o professor pode conduzir de forma mais próxima e eficaz cada aluno em sua jornada particular de aprendizado.

Veja a seguir algumas diferenças entre a sala de aula construtiva e a sala de aula tradicional:

Sala de aula tradicional

Sala de aula construtivista

A aprendizagem é baseada na repetição. A aprendizagem é interativa, partindo do que o aluno já sabe.
Aulas centradas no professor. Aulas centradas no aluno.
Os docentes são detentores do conhecimento, os alunos apenas o recebem (aprendizagem passiva). Os professores dialogam com os alunos, ajudando-os a construírem seu próprio conhecimento (aprendizagem ativa).
Os alunos trabalham principalmente sozinhos (competição por atenção, protagonismo e melhores resultados nas avaliações). Os alunos trabalham principalmente em grupos (cooperativismo).

Qual o papel do professor na sala de aula construtivista?

Como vimos, o docente deve ganhar uma nova perspectiva, migrando da “fonte de conhecimento” para um facilitador que viabiliza a trajetória de aprendizagem dos alunos, estimulando assim o protagonismo estudantil de cada um.

Além desse papel, o professor deve também estruturar um ambiente colaborativo, ou seja, criar um ambiente propício para a resolução de problemas no qual os alunos se tornem participantes ativos em sua própria aprendizagem, desenvolvendo soft skills importantes para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

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E aí, gostou?

Espero que esse conteúdo tenha sido útil! Para tornar sua experiência ainda mais completa, separei algumas sugestões de materiais para você, confira: 

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Agora, queremos saber de você! Sua instituição de ensino já pratica ações voltadas para a aprendizagem construtivista? Conta tudo pra gente aí nos comentários!

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