Entenda o novo perfil dos alunos, suas expectativas digitais, acadêmicas e profissionais e saiba como adaptar a jornada educacional.
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Introdução
Entender o aluno apenas por idade, curso, modalidade ou geração já não é suficiente. As mudanças provocadas pela digitalização, pela Inteligência Artificial, pelas novas relações de trabalho e pela ampliação das possibilidades de formação criaram um estudante mais conectado, autônomo, exigente e consciente do valor da experiência educacional.
Esse aluno transita entre diferentes canais, pesquisa antes de tomar uma decisão, compara instituições, espera respostas rápidas e avalia não apenas o conteúdo oferecido, mas também a qualidade do atendimento, a facilidade dos processos e a conexão da formação com seus objetivos.
Ao mesmo tempo, não existe um único perfil. Uma mesma instituição pode se relacionar com estudantes em momentos de vida, condições financeiras, níveis de familiaridade tecnológica e expectativas completamente diferentes.
Por isso, compreender o novo perfil dos alunos exige abandonar generalizações e desenvolver a capacidade de reconhecer necessidades individuais dentro de uma operação cada vez mais diversa.

O que define o novo perfil dos alunos?
O novo perfil dos estudantes não pode ser resumido apenas pelo uso frequente de tecnologia. Ele é resultado de uma combinação de fatores:
- Maior acesso à informação;
- Diversificação das modalidades de ensino;
- Uso crescente de inteligência artificial;
- Busca por flexibilidade;
- Novas expectativas em relação ao mercado de trabalho;
- Valorização da experiência e do atendimento;
- Necessidade de autonomia;
- Maior atenção à privacidade e à segurança dos dados.
Na educação superior brasileira, por exemplo, a EaD já representava 50,7% das matrículas de graduação em 2024, demonstrando como a jornada acadêmica passou a acontecer em diferentes formatos e contextos. (Serviços e Informações do Brasil)
Esse cenário exige que as instituições estejam preparadas para atender estudantes presenciais, digitais e híbridos com a mesma consistência, mesmo quando a jornada passa por diferentes sistemas, equipes, unidades, polos ou canais de comunicação.
1. É conectado, mas não necessariamente possui maturidade digital
Os estudantes atuais estão acostumados a pesquisar, assistir a vídeos, conversar por aplicativos e resolver diferentes atividades pelo celular. Isso, porém, não significa que todos saibam avaliar fontes, proteger seus dados ou utilizar as ferramentas digitais de maneira crítica.
A pesquisa TIC Educação mostrou que sete em cada dez estudantes brasileiros do Ensino Médio que usam a Internet já recorrem à Inteligência Artificial generativa para realizar pesquisas escolares. Entretanto, apenas 32% afirmaram ter recebido orientação da escola sobre como utilizar essas tecnologias. (Cetic.br)
Entre estudantes de escolas e universidades que utilizam IA, 86% recorrem a essas ferramentas para pesquisas ou trabalhos acadêmicos. Os dados também indicam diferenças significativas de acesso e apropriação de acordo com renda e escolaridade.
Isso evidencia uma característica importante do novo perfil dos alunos: eles utilizam a tecnologia antes mesmo de as instituições definirem como ela será incorporada à experiência educacional.
⚠️ O papel da instituição, portanto, não é apenas disponibilizar ferramentas, mas orientar seu uso, desenvolver competências digitais e criar políticas claras para inteligência artificial, privacidade e integridade acadêmica.
2. Espera agilidade em todas as etapas da jornada
O aluno não compara a experiência educacional apenas com a de outras instituições. Ele também a compara com bancos, aplicativos, plataformas de streaming, lojas virtuais e outros serviços digitais presentes em sua rotina.
Quando consegue concluir uma compra ou resolver uma solicitação em poucos minutos em outros setores, processos educacionais demorados passam a gerar uma percepção ainda mais negativa.
Isso acontece em diferentes momentos:
- Na solicitação de informações sobre um curso;
- Na inscrição em um processo seletivo;
- No envio de documentos;
- Na divulgação de resultados;
- Na efetivação da matrícula;
- Na resolução de demandas acadêmicas;
- No acompanhamento de solicitações financeiras;
- Na renovação da matrícula.
A velocidade da resposta influencia a percepção de organização, confiança e qualidade da instituição.
⚠️ Em operações com alto volume de contatos, depender exclusivamente de acompanhamentos manuais aumenta o risco de atrasos, informações desencontradas e oportunidades perdidas. Por isso, a agilidade precisa ser resultado de processos estruturados, integrações e automações e não apenas do esforço individual das equipes.

3. Valoriza flexibilidade, mas não experiência fragmentada
A flexibilidade tornou-se parte central da experiência educacional. O aluno pode iniciar uma pesquisa no celular, preencher uma inscrição pelo computador, realizar uma atividade em uma plataforma digital e buscar atendimento presencialmente. Também pode estudar em diferentes horários ou combinar momentos síncronos, assíncronos e presenciais.
Mas oferecer vários canais não significa, necessariamente, entregar uma experiência integrada. Quando cada canal funciona de forma isolada, o estudante precisa:
- Repetir informações;
- Explicar novamente o contexto;
- Acompanhar solicitações em diferentes ambientes;
- Procurar a equipe responsável;
- Lidar com orientações contraditórias.
⚠️ O novo perfil dos alunos espera flexibilidade com continuidade. Ele quer escolher como interagir sem perder o histórico ou precisar reiniciar a conversa a cada contato. Para a instituição, isso significa garantir que os dados acompanhem o estudante durante toda a jornada. Saiba mais:

4. Espera ser reconhecido individualmente
Mensagens genéricas, disparadas sem considerar o momento da jornada, tendem a perder relevância. Um candidato que ainda está pesquisando cursos precisa de uma comunicação diferente daquela enviada a quem iniciou uma inscrição. Da mesma forma, um estudante com baixo engajamento não deve receber a mesma abordagem destinada a alguém que está próximo de concluir o curso.
Personalizar o relacionamento não significa necessariamente criar manualmente uma mensagem para cada pessoa. Significa utilizar informações como:
- Curso ou área de interesse;
- Modalidade;
- Unidade ou polo;
- Forma de ingresso;
- Etapa da inscrição;
- Histórico de interações;
- Pendências;
- Participação acadêmica;
- Situação financeira;
- Risco de evasão;
- Preferências de canal.
⚠️ Quanto mais contextualizada for a comunicação, maior será sua capacidade de orientar o próximo passo do aluno.
5. Avalia a formação pela conexão com seus objetivos profissionais
A decisão de estudar está cada vez mais ligada à percepção de empregabilidade, desenvolvimento de competências e crescimento profissional.
O relatório de 2026 da EDUCAUSE destaca que as mudanças tecnológicas e as novas expectativas do mercado de trabalho estão redefinindo a relação entre aprendizagem, preparação profissional e experiência do estudante. (EDUCAUSE Library)
Já o Horizon Report 2026 aponta que a educação superior está sob pressão crescente para demonstrar valor, confiança e relevância, enquanto a inteligência artificial modifica práticas de ensino, avaliação e suporte acadêmico. (EDUCAUSE Library)
Isso significa que o estudante deseja compreender:
- Quais competências desenvolverá;
- Como poderá aplicar o conhecimento;
- Quais possibilidades profissionais terá;
- Como a instituição apoia sua entrada ou evolução no mercado;
- Qual é o retorno esperado sobre o investimento realizado.
⚠️ Por isso, a comunicação institucional precisa ir além da divulgação de disciplinas, infraestrutura e duração do curso. É necessário apresentar com clareza a transformação que a formação pode proporcionar, conectando conteúdo, prática, carreira e projeto de vida.
6. Busca autonomia, mas precisa de orientação
O novo perfil dos alunos valoriza a possibilidade de resolver demandas sem depender permanentemente de um atendente. Ele espera conseguir:
- Consultar informações;
- Acompanhar o status de uma solicitação;
- Atualizar dados;
- Enviar documentos;
- Realizar pagamentos;
- Acessar conteúdos;
- Encontrar respostas;
- Avançar para a próxima etapa.
Entretanto, autonomia não significa ausência de suporte. Em decisões complexas, situações sensíveis ou momentos de insegurança, o contato humano continua sendo essencial. O desafio está em combinar autosserviço para demandas simples com atendimento qualificado nos momentos que realmente exigem intervenção.
⚠️ Uma experiência bem estruturada permite que a tecnologia resolva solicitações recorrentes e, ao mesmo tempo, forneça contexto para que as equipes realizem atendimentos mais consultivos.
7. Utiliza Inteligência Artificial e espera que a instituição também evolua
A IA já faz parte da rotina de pesquisa, produção de conteúdo e organização dos estudos. Esse movimento cria novas expectativas, mas também novos desafios relacionados a:
- Autoria;
- Avaliação;
- Integridade acadêmica;
- Verificação das informações;
- Proteção de dados;
- Vieses;
- Desenvolvimento do pensamento crítico;
- Formação dos professores.
Para o estudante, não basta que a instituição simplesmente proíba ou libere o uso de IA. É preciso haver orientação, transparência e critérios claros.
As instituições também podem utilizar Inteligência Artificial para apoiar diferentes partes da jornada, como atendimento inicial, classificação de solicitações, produção assistida de mensagens, análise de dados, identificação de padrões e correção avaliativa.
⚠️ O ponto central é que a tecnologia esteja integrada aos processos e opere com governança. Uma resposta automatizada sem contexto pode ser rápida, mas não necessariamente útil.

8. Está mais atento à segurança e à privacidade
Quanto mais digital se torna a experiência educacional, maior é a responsabilidade da instituição sobre os dados dos estudantes.
O estudo de 2026 da EDUCAUSE revelou que 46% dos estudantes participantes encontraram alguma ameaça de segurança durante o ano acadêmico anterior, reforçando que a segurança digital já faz parte da experiência concreta do aluno. (EDUCAUSE Library)
Formulários, processos seletivos, ambientes virtuais, sistemas financeiros, canais de atendimento e ferramentas acadêmicas coletam uma quantidade significativa de informações.
O novo perfil dos alunos tende a esperar clareza sobre:
- Quais dados são coletados;
- Por que são necessários;
- Como serão utilizados;
- Quem pode acessá-los;
- Como são protegidos;
- Quais comunicações serão enviadas.
⚠️ Assim, privacidade, segurança e governança de dados deixam de ser apenas responsabilidades técnicas e passam a influenciar diretamente a confiança na instituição.
O novo aluno não é um perfil único
Um dos principais erros ao discutir o novo perfil dos alunos é tratar todos os estudantes como parte de um grupo homogêneo. Nem todos possuem a mesma familiaridade com tecnologia. Nem todos estudam pelo mesmo motivo ou enfrentam as mesmas dificuldades.
Dentro da mesma instituição podem existir:
- Jovens iniciando a primeira graduação;
- Pessoas que trabalham durante todo o dia;
- Profissionais buscando atualização;
- Responsáveis financeiros que participam da decisão;
- Estudantes com diferentes níveis de acesso digital;
- Pessoas retornando aos estudos após vários anos;
- Alunos presenciais, híbridos e a distância;
- Estudantes que precisam de recursos de acessibilidade.
⚠️ Por isso, conhecer o novo perfil dos alunos não significa criar uma persona única. Significa construir uma operação capaz de identificar diferenças, segmentar públicos e adaptar as jornadas conforme o contexto de cada pessoa.
Como adaptar a instituição ao novo perfil dos alunos?
A transformação não depende apenas da adoção de novos canais ou ferramentas. Ela exige mudanças na forma como os dados, os processos e as equipes se conectam, veja:
1. Centralize as informações do aluno
Dados espalhados entre formulários, planilhas, sistemas acadêmicos, ambientes virtuais e canais de atendimento dificultam a compreensão da jornada.
A instituição precisa construir uma visão integrada que reúna informações cadastrais, acadêmicas, financeiras e de relacionamento.
2. Mapeie a jornada completa
Não basta analisar apenas a captação ou o período em que o aluno está matriculado. A jornada deve considerar:
interesse → inscrição → seleção → matrícula → início das aulas → desenvolvimento acadêmico → renovação → conclusão → relacionamento com egressos.
Esse mapeamento ajuda a identificar pontos de abandono, dúvidas recorrentes e momentos que exigem uma atuação mais próxima.
3. Segmente com base em comportamento
Idade e curso continuam sendo informações relevantes, mas não são suficientes. A segmentação pode considerar ações realizadas, etapas concluídas, nível de interação, pendências, respostas anteriores e sinais de risco.
4. Automatize sem perder o contexto
Automação não deve significar enviar mais mensagens. Ela deve garantir que a comunicação certa seja realizada no momento adequado, respeitando o histórico e a situação de cada aluno. Saiba mais:
5. Identifique sinais antes que se tornem problemas
Ausência, queda de engajamento, atrasos, solicitações recorrentes e baixa interação podem indicar dificuldades. Quanto mais cedo esses sinais forem reconhecidos, maior será a possibilidade de uma atuação preventiva voltada à permanência.

6. Integre as áreas responsáveis pela experiência
Marketing, atendimento, comercial, secretaria, financeiro, tecnologia e gestão acadêmica participam da jornada do aluno. Quando essas áreas operam sem compartilhar informações, a fragmentação interna se transforma em uma experiência fragmentada para o estudante.

Qual é o papel do CRM educacional nessa transformação?
Um CRM educacional ajuda a instituição a transformar dados dispersos em ações coordenadas de relacionamento. Com ele, é possível:
- Centralizar o histórico do estudante;
- Integrar informações de diferentes sistemas;
- Estruturar jornadas de captação e permanência;
- Criar segmentações;
- Automatizar comunicações e atividades;
- Registrar interações;
- Distribuir demandas entre as equipes;
- Identificar pendências e sinais de risco;
- Acompanhar indicadores;
- Personalizar o relacionamento em diferentes etapas.
Em operações com diferentes cursos, unidades, modalidades, processos e equipes, essa visão integrada é fundamental para manter a consistência da experiência.
O CRM não substitui o relacionamento humano. Ele fornece contexto, organização e inteligência para que esse relacionamento aconteça de forma mais eficiente e relevante. Saiba mais:

A virada de chave está na estratégia
A Plataforma Rubeus conecta dados, processos e equipes para que a instituição acompanhe cada aluno com mais contexto ao longo de toda a jornada.
Em vez de trabalhar com informações dispersas, a instituição passa a reunir históricos, interações, interesses, pendências e etapas concluídas em uma visão centralizada. Isso permite criar abordagens mais personalizadas, automatizar atividades e conduzir cada pessoa para o próximo passo de acordo com seu momento.
Mais do que organizar contatos, a Plataforma Rubeus ajuda a instituição a transformar dados em ações de relacionamento, criando experiências mais ágeis, relevantes e conectadas às expectativas do novo aluno.

📊 Mais performance. Mais previsibilidade. Mais resultado. Vamos conversar?
Conclusão
O novo perfil dos alunos é digital, diverso, autônomo e mais atento ao valor da experiência educacional. Ele espera flexibilidade, mas também continuidade. Deseja autonomia, mas precisa de orientação. Utiliza Inteligência Artificial, mas ainda demanda formação crítica. Quer respostas rápidas, sem abrir mão de segurança e personalização.
Diante desse cenário, instituições que mantêm dados fragmentados, processos isolados e comunicações genéricas encontram mais dificuldade para acompanhar as expectativas dos estudantes.
A adaptação passa por integrar sistemas, compreender comportamentos, conectar equipes e transformar informações em ações ao longo de toda a jornada. Mais do que acompanhar uma mudança geracional, é necessário desenvolver uma operação capaz de reconhecer cada aluno em seu contexto.
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Para usar como referência acadêmica
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– Formato ABNT:
VIEIRA, Bráulio. O novo perfil dos alunos: o que mudou e como preparar sua instituição. Rubeus, 2021. Disponível em: https://rubeus.com.br/blog/o-novo-perfil-dos-alunos/. Acesso em: XXXX. de XXXX.
– Formato APA:
Rubeus. 2021, 23 setembro. O novo perfil dos alunos: o que mudou e como preparar sua instituição. [Post da web]. Recuperado de https://rubeus.com.br/blog/o-novo-perfil-dos-alunos/





