A demanda para os profissionais da educação em todo o mundo é altamente complexa. Todos os dias, gestores e equipes pedagógicas enfrentam o desafio de estruturar ações capazes de envolver os alunos de forma ativa no processo de ensino-aprendizado. Para captar a atenção deles, é necessário entender como o cérebro humano funciona, e é aqui que a neuroeducação no processo de aprendizagem entra em ação.

Neste conteúdo, elencamos definições, aplicações práticas, dicas e materiais complementares. Tudo isso para ilustrar como a neuroeducação no processo de aprendizagem é capaz de influenciar o desempenho dos alunos. Vem comigo?

Introdução

Como mencionamos em nosso conteúdo “Marketing Educacional persuasivo: 3 vieses cognitivos para elevar o marketing da sua IE”, a mente humana é altamente complexa e interfere significativamente na forma como produtos e serviços são percebidos, bem como na decisão do consumidor de adquiri-lo ou não.

Assim, partindo dessa perspectiva de complexidade e influência na decisão de compra, os neurocientistas passaram a estudar e explorar a biologia por trás de processos inerentes ao ser humano, tais como a formação de memórias, os processos criativos e a cognição social e emocional.

Além disso, podemos ter uma ideia do quão importante é estudar a mente humana e suas tendências de consumo, a partir do momento em que começamos a perceber como pequenas ações são capazes de envolver os clientes e engajá-los em suas decisões de compra. No caso das instituições de ensino, influenciar positivamente os potenciais alunos para a efetivação de sua matrícula e os atuais alunos para um maior engajamento no processo de aprendizagem. 

Mas como essas descobertas científicas podem ser traduzidas para o cenário educacional? É disso que se trata a neuroeducação. Em resumo, quando aplicada ao processo de aprendizagem, ela explora o funcionamento do cérebro e importantes funções cognitivas e comportamentais dos alunos.

Inicialmente, podemos ressaltar que o conceito-chave da neuroeducação gira em torno do respeito à individualidade do aluno. Na prática, isso significa que cada um aprende de um jeito e segue o seu próprio ritmo. Ou seja, cada aluno é particularmente diferente e isso não deve ser visto de forma negativa, muito pelo contrário, deve ser uma variável explorada a favor do aprendizado do estudante.

O que é neuroeducação?

Neuroeducação, neurodidática ou neurociência educacional, consiste em uma disciplina que reúne especialistas de campos de estudos como Neurociência, Psicologia educacional e Tecnologia educacional, com o intuito de descobrir as ligações entre a educação e os processos cerebrais

Apesar de ser uma disciplina relativamente nova, a neuroeducação no processo de aprendizagem é um campo de estudo extremamente desafiador e ambicioso, uma vez que atua com o objetivo de preencher estrategicamente “lacunas” que compõem o processo de ensino-aprendizagem.

A neuroeducação é uma abordagem interdisciplinar que visa a atuação conjunta de diferentes disciplinas, com o intuito de promover um processo de aprendizagem mais efetivo. 

Em suma, a neuroeducação é fruto da união de três grandes áreas do conhecimento humano: a Pedagogia, a Psicologia e a Neurociência.

Neuroeducação no processo de aprendizagem: a ciência que pode revolucionar a educação - Rubeus

A Pedagogia configura-se como a área de estudo que trata dos processos de aprendizagem e educação. Já a Psicologia trabalha a cognição e o comportamento humano. Por fim, a Neurociência explora o funcionamento do sistema nervoso central e suas influências no comportamento.

Fique por dentro! 

A Interdisciplinaridade escolar permite que a instituição de ensino trabalhe conjuntamente as disciplinas lecionadas e explore, ao máximo, o conhecimento gerado por cada uma delas. Clique no banner abaixo e leia nosso conteúdo explicativo sobre o tema! 

Por que investir em ações de neuroeducação no processo de aprendizagem?

Conforme já mencionado acima, cada indivíduo é singular e possui uma essência única, isso nunca mudará. Cada um apresenta as suas funções neurais atuando e influenciando de um jeito particular, bem como aptidões cognitivas e processos comportamentais específicos.

Assim, de encontro a isso, temos o cenário educacional trabalhando a uniformização do processo de ensino, dentro e fora da sala de aula. 

Alunos são classificados como “aptos” ou “não aptos”, “aprovados” ou “não aprovados” e precisam seguir o mesmo ritmo e, geralmente, um mesmo método de ensino. Isso significa que, no ensino tradicional, a diferença entre um aluno, um indivíduo e outro, não são respeitadas.

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A neuroeducação vem de encontro a essa perspectiva. Em sua essência ela busca reformular a maneira de atuar junto aos estudantes. Isto é, respeitar suas particularidades ao considerar as influências do sistema neural. Cada cérebro reage de um jeito diferente aos estímulos e isso o modifica a forma de assimilar o conteúdo

Tudo isso, sem deixar de lado as influências ambientais, sociais e culturais vivenciadas por cada aluno. Nem precisamos mencionar que essas experiências também exercem influências significativas na forma como o mundo é percebido por cada um. 

A seguir, veremos mais sobre a neuroeducação no processo de aprendizagem, mas antes eu tenho um convite especial para você!

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Benefícios da neuroeducação no processo de aprendizagem

Temos visto uma revolução na forma como o processo de ensino-aprendizagem tem sido realizado. Principalmente devido aos impactos causados pela pandemia, em que instituições de ensino tiveram que ser fechadas, os alunos vivenciaram uma nova forma de aprender. Agora, educação é sinônimo de inovação e metodologias ativas de ensino

Isso significa que métodos mais antigos de ensino-aprendizagem, tais como a memorização, por exemplo, não parecem e não são mais aceitos como a melhor maneira de aprender. Os alunos querem experimentar coisas novas, querem viver na prática experiências inesquecíveis que agreguem valor a sua futura carreira profissional e pessoal. 

Se analisarmos a Pirâmide de Glasser, podemos perceber, através de dados concretos, o porquê dessa modificação na preferência dos alunos pelas abordagens de ensino mais envolventes e ativas, observe:

A pirâmide de aprendizagem de William Glasser

Quando traduzida para a sala de aula, a neuroeducação envolve os alunos, pois respeita a individualidade de cada um. O resultado é uma maior motivação, sentimento que se relaciona diretamente com áreas do cérebro que auxiliam no processo de aprendizagem. 

Ademais, cada cérebro é único e amadurece de forma diferente. Por isso, uma educação diferenciada deve ser oferecida a partir das habilidades e interesses de cada aluno.

Dentre os muitos benefícios da neuroeducação no processo de aprendizagem, podemos destacar:

  • Maior interação com outras pessoas;
  • Imersão no processo de aprendizagem;
  • Aulas mais atrativas e ativas;
  • Experimentação livre e natural;
  • Desenvolvimento de habilidades e competências;
  • Enriquecimento da experiência e jornada do estudante;
  • Protagonismo estudantil.
Fique por dentro!

Saiba mais sobre as abordagens de ensino e como aplicá-las em sala de aula. Clique na imagem abaixo e confira nossas dicas sobre o tema!

Pilares didáticos para promover a neuroeducação no processo de aprendizagem

Em suma, a neurodidática baseia-se em quatro pilares. Abaixo elencamos cada um deles, observe: 

  • Plasticidade do cérebro

Como já é sabido, o cérebro possui capacidade adaptativa ao longo de sua vida. Portanto, através da estimulação correta, é possível gerar novas conexões neuronais.

  • Neurônios “espelho”

Em resumo, este grupo de células nervosas é ativado quando observamos a forma como outras pessoas realizam uma determinada ação. Isso explica porque, muitas vezes, queremos imitar o comportamento do outro. 

  • Emoções

O cérebro precisa ficar emocionalmente envolvido para aprender. Assim, todo o aprendizado ligado às emoções será mais efetivo e envolvente. Daí, a explicação para técnicas como o Storytelling ser tão eficaz.

Além disso, já é comprovado que sentimentos como novidades, surpresa, curiosidade e criatividade alimentam as emoções e promovem uma aprendizagem mais duradoura e de maior qualidade.

👉 Sugestão de leitura complementar: “Criatividade em sala de aula: a importância de desenvolver essa habilidade”.

  •  Aprendizagem multissensorial

O cérebro é mais capaz de aprender mais rápido e de forma mais marcante se for estimulado pelos cinco sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar). 

Por isso, o famoso “mão na massa” é capaz de aumentar consideravelmente o envolvimento e a fixação do conhecimento pelo aluno. 

👉 Sugestão de leitura complementar: “O que é Learning By Doing e por que sua aplicação é tão eficaz?”.

Dicas para promover a neuroeducação no processo de aprendizagem

Os estudiosos da área sugerem que algumas práticas sejam adotadas nos processos de ensino. Abaixo elencamos algumas delas:

1. A atividade física e a recreação, reduzem o estresse, aumentam a neurogênese e estimulam o aprendizado.

2. O estresse agudo e crônico tem um impacto negativo no comportamento e no aprendizado. Daí a importância de contar com um profissional capacitado nas instituições de ensino, tais como um psicopedagogo

3. Conteúdo excessivo e longos tempos de ensino saturam a memória, dificultando o processo de aprendizagem.

4. O treinamento artístico tem um impacto positivo na aprendizagem, tanto nas habilidades cognitivas quanto emocionais e sociais.

5. A utilização da música na educação é capaz de despertar sentimentos positivos, elevando a concentração ao mesmo tempo em que atua como uma fonte de relaxamento.

👉 Pegue dicas valiosas em nosso conteúdo: “A importância da música na educação: 6 benefícios de trabalhá-la em sua IE”.

6. Atividades como jogos de memória, palavras-cruzadas, exercícios práticos de raciocínio entre outras, são capazes de estimular as funções cognitivas, facilitando o processo de associação do conteúdo.

7. Ambientes propícios para o diálogo e uma cultura metodológica adaptativa, influenciam significativamente a forma como o ensino é percebido.

👉 Pegue dicas valiosas em nosso conteúdo: “Ensino humanizado: o que é e qual a sua importância”.

8. A memória não é fixa, mas maleável. Isso significa que, para reter o aprendizado, é preciso prática contínua.

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Material complementar para enriquecer a sua experiência!

Espero que nosso conteúdo sobre como promover a neuroeducação no processo de aprendizagem esteja sendo uma fonte de vários insights para você!

Para tornar a sua experiência ainda mais completa, separei um material complementar. Estou falando do nosso e-book com 8 fontes de confiança para as instituições de ensino conquistarem mais alunos

Em resumo, elencamos dicas de como sua IE pode conquistar a confiança dos potenciais alunos e fazê-los se sentirem seguros para concluir a sua matrícula! 

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Considerações finais

Por fim, quero te convidar a deixar a sua opinião nos comentários e a compartilhar esse blog post com alguém. Afinal, uma equipe que aprende junto, cresce mais rápido. 😉

Plataforma Rubeus

Agora, queremos saber de você! Quando o assunto é neuroeducação no processo de aprendizagem, sua instituição de ensino já realiza alguma de nossas dicas? Conta para a gente aí nos comentários!

Bons resultados e até a próxima! 😉

Paloma Estevam - Rubeus

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