A pandemia do novo coronavírus conduziu os profissionais da educação a um cenário imprevisível. Mudanças ocorrem rapidamente, requerendo resiliência e adaptação, principalmente por estarem à frente do desafio de adaptar o ensino ao cenário atual. Pensando nisso, o nosso assunto de hoje é a saúde mental dos professores na quarentena.

Neste conteúdo, evidenciamos a importância de desenvolver ações voltadas para a saúde mental dos professores na quarentena. Além disso, ao longo do conteúdo, reunimos também alguns materiais complementares para enriquecer a leitura. Bons insights!  

Introdução

A pandemia desencadeada pelo novo coronavírus acelerou a mudança dos métodos educacionais tradicionalmente utilizados. Em pouco tempo passou-se do presencial para o on-line e a forma de ensinar e aprender foram significativamente alteradas.  

Diversas mudanças ocorreram de forma rápida, requerendo uma adaptação brusca. O resultado foi sentido na pele, e na mente,  traduzindo-se como impactos no bem estar e na saúde mental dos envolvidos nesse “ritmo frenético”. 

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Segundo pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os problemas de saúde mental estão aumentando consideravelmente ao longo da pandemia da Covid-19.

Foram entrevistadas um total de 1.460 pessoas, em 23 estados de todas as regiões do Brasil. Foi utilizado um questionário on-line contendo mais de 200 perguntas disponibilizadas em dois momentos específicos, de 20 a 25 de março e de 15 a 20 de abril.

A prevalência de pessoas com estresse agudo na primeira coleta de dados foi de 6,9% contra 9,7%, na segunda. Para depressão, os números saltaram de 4,2% para 8,0%.
Por último, no caso de crise aguda de ansiedade, vimos sair de 8,7% na primeira coleta para 14,9%, na segunda coleta”, ressaltou o professor Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Com o distanciamento social e a consequente diminuição na interação com pessoas, a pressão pode dar espaço para um looping de preocupações e, assim, resultar em crises de ansiedade. No cenário educacional, isso não é diferente.

A saúde mental dos professores na quarentena

Durante a pandemia, gestores, professores e funcionários das IEs permaneceram intensamente focados em se adaptar e proporcionar aos alunos a continuidade do ensino de qualidade. 

Dentre mudanças e incertezas, as instituições de ensino tiveram que adaptar processos, comportamentos e formas de lecionar. Na prática, isso significou ensinar, cuidar e garantir uma aprendizagem de qualidade mesmo frente a todos os desafios do ensino não presencial. 

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Percebemos a preocupação com a adaptação e o cuidado aos estudantes, mas uma parte tão fundamental quanto essa é a saúde mental dos professores na quarentena.

Vale ressaltar que, apesar de muitos não transparecem, os professores também estão tentando encontrar o equilíbrio no “novo normal” e se adaptarem a todas as mudanças sem perder o ritmo e sem comprometer o ensino. É por isso que reunimos, neste conteúdo, algumas dicas de como promover a saúde mental dos professores na quarentena. 

Veremos a seguir a importância das instituições de ensino incentivarem esse cuidado, mas antes eu tenho um convite para você!

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Por que as IEs devem desenvolver ações voltadas para a saúde mental dos professores na quarentena?

Sabemos que os docentes são um elo muito importante entre a IE e os alunos. Eles atuam como um “termômetro” entre o que ocorre dentro e fora da sala de aula. 

Podemos perceber seu papel fundamental na prática quando analisamos as adaptações demandadas pela pandemia: eles são os responsáveis por “fazer acontecer” e garantir o ensino de qualidade. 

Por se configurarem como pilares fundamentais, eles estão diretamente envolvidos com a gestão educacional, fornecendo informações relevantes e ajudando na adaptação dos processos. 

Agora, reflita: se esses “elos” estiverem desmotivados e com a saúde comprometida, como irão atuar estrategicamente? Daí a importância das instituições cuidarem dos professores, proporcionando e transmitindo o cuidado a eles.

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Principais motivos que afetam a saúde mental dos professores

Se pararmos para analisar os principais fatores que comprometem a motivação dos docentes, encontraremos:

  • Desinteresse dos alunos em aprender;
  • Ausência de preparação para lidar com as tecnologias requeridas pelo ensino à distância;
  • Incerteza sobre a garantia do emprego;
  • Falta de estrutura para as adaptações do ensino;
  • Falta de apoio da gestão escolar;
  • Dificuldade em manter um relacionamento mais próximo com os alunos, devido à distância;
  • Ausência de relações interpessoais com colegas de trabalho;
  • Redução de tempo reservado para descanso;
  • Preocupação frequente com a manutenção do ensino de qualidade;
  • Falta de valorização financeira e social do trabalho.

10 dicas para manter a saúde mental dos professores na quarentena

Chegou a hora! Confira algumas práticas capazes de contribuir para a manutenção da saúde mental dos professores. Aconselhamos que você as compartilhe com o seu time.

1) Reserve tempo para o seu autocuidado 

Agora, mais do que nunca, estamos intensamente focados no ensino à distância, saúde física e prevenção de doenças. Sabemos que há toda uma preocupação com o ensino de qualidade, mas não podemos deixar de lado a saúde mental. 

Frente a isso, reserve algum tempo para priorizar aquelas práticas que promovam o seu equilíbrio: para alguns, é o exercício físico, para outros, é a leitura… independentemente de qual seja a sua “válvula de escape”, reserve um tempo para você. 

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2) Mexa-se!

Sabemos que estamos em casa e que isso pode contribuir para o sedentarismo. Mas saiba que, assim como outras práticas, o exercício físico pode ser adaptado à nova realidade.

A dica é se exercitar com moderação e cuidado em casa mesmo. Para orientar seus exercícios, você pode baixar um aplicativo específico para isso no seu smartphone ou reservar intervalos para você mover-se pela casa. Pode parecer pouco, mas qualquer prática que coloque o seu corpo em movimento ajudará a manter o seu bem estar mental.

3) Não se isole

O distanciamento pode causar uma certa tendência ao isolamento. Contudo, quando sozinhos, podemos nos sentir desmotivados. Por essa razão, a dica é se manter perto dos seus amigos e colegas de trabalho, mesmo distante.

Lembre-se: para estar perto não é preciso estar junto.

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4) Respeite o horário de expediente

Quando estamos em casa, nossa tendência é “se empolgar” no trabalho e extrapolar o horário do expediente. Mas esse deve ser um ponto de atenção para você! Respeite o seu horário de trabalho, nada de ficar horas demais além do horário.

Ao controlar e reservar horários específicos, você poderá definir limites durante o ensino à distância e também fornecerá um horário designado no qual os alunos sabem que você está disponível para sanar dúvidas e/ou auxiliá-los de alguma forma. 

5) Saiba lidar com imprevistos

Como sabemos, este momento é, de longe, diferente de tudo o que já vivemos. Portanto, saiba que imprevistos são comuns de ocorrer. Se não deu certo da primeira vez, não se preocupe, continue em frente e tente de novo!

6) Desconecte-se!

O dia de um profissional da educação tende a ser bem corrido, por isso, permaneça disponível durante o tempo em que você está trabalhando, após findar o seu horário de trabalho, saiba desconectar-se, seja das aulas, das conversas com os alunos ou das preocupações do dia. 

Uma dica é colocar o celular no modo silencioso para evitar a curiosidade e a ansiedade em responder as mensagens. E lembre-se: você não precisa estar disponível o tempo todo. 

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7) Crie uma playlist com músicas que te despertem sensações

A música tem um grande poder de despertar sensações e lembranças. Por isso, que tal reservar um tempo para relembrar algumas canções que marcaram de alguma forma a sua trajetória pessoal e/ou profissional?

Além disso, já é comprovado que a música tem um grande poder de auxiliar a concentração. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Caen, na França, estudar matemática ao som de música clássica aumenta cerca de 12% a concentração.

8) Medite

Se você é adepto à meditação, agora mais do que nunca chegou a hora de colocá-la em prática! Segundo estudos, as pessoas que meditam diariamente, por 30 minutos, melhoram a sua capacidade de concentração.

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9) Acredite em você!

Quando você acredita em si, desenvolve um poder mental incrível, que te ajuda em todas as áreas da sua vida. Por isso, acredite que você é capaz!

E ah! Não aceite que você não sabe, vai lá e aprenda. Não permita que tarefas nunca antes feitas fiquem assim para sempre. Inove e se mantenha sempre “fora da caixa”!

10) Inspire-se

Não tenha vergonha de se inspirar no trabalho de outra pessoa. Você precisa de inspirações e não há problema nisso. O contrário também é válido!

Do mesmo modo que é bom buscar por inspirações, é melhor ainda compartilhar o que você sabe. Por esse motivo, se você já utiliza recursos ou conhece aplicativos que podem ajudar outros professores neste momento, aproveite para compartilhar.

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E aí, gostou? 

Espero que esse conteúdo tenha sido útil! Para tornar a sua experiência ainda mais completa, eu separei uma dica de post para você! Confira clicando na imagem abaixo!

Se esse conteúdo foi útil, que tal compartilhá-lo com alguém e contribuir para a saúde mental de outra pessoa? E não esqueça de nos contar, nos comentários, o que achou!

Bons resultados! 😉

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