De acordo com pesquisas realizadas recentemente, os índices de ansiedade no ambiente escolar estão em uma crescente, trazendo à tona realidades assustadoras nas instituições de ensino. Saiba como a sua escola pode se preparar para atuar em um momento tão delicado e ainda utilizar isso como um diferencial!

Neste conteúdo, reunimos conceitos e estatísticas, além de 3 dicas sobre como lidar com a ansiedade no ambiente escolar de forma correta e empática. Não deixe de nos contar, ao final, o que achou de tudo. Boa leitura e bons insights!

Introdução

Respiração fatigante? Coração acelerado? Engolindo a seco? Mãos suando? Sim, estes são sinais claros de ansiedade. 

Anteriormente a uma reunião no trabalho, dias antes a algum acontecimento importante, momentos antes de uma apresentação para o chefe… são diversas situações que podem levar à ansiedade. Infelizmente, essa realidade faz parte da vida de muitas pessoas em todo o planeta, independente de fatores como esfera social, gênero ou idade.

No que tange o fator idade, podemos ressaltar que engana-se quem acha que os transtornos de ansiedade são um problema exclusivo aos adultos. Ela está se apresentando de forma cada vez mais frequente em crianças e adolescentes.

Quando analisamos sob a ótica educacional, percebemos que as instituições de ensino têm sentido os efeitos da ansiedade em seus alunos. Isso porque eles passam grande parte de sua vida diária na IE. Frente a isso, a pergunta que fica é: como lidar com a ansiedade no ambiente escolar? 

A resposta para essa pergunta envolve a elaboração de ações específicas e o entendimento de diferentes conceitos. Aliás, deve-se começar pela definição do que é ansiedade, que é o que veremos a seguir. 

O que é ansiedade?

Em síntese, a ansiedade consiste em uma resposta natural do corpo ao estresse. É um sentimento de medo ou apreensão sobre o que está por vir. 

Ansiedade no ambiente escolar - Rubeus

Vale ressaltar que a “ansiedade normal”, apesar de desagradável, pode motivar a pessoa a se engajar e a ser mais produtiva. Isso porque a ansiedade comum é um sentimento que vai e volta, mas não interfere na vida cotidiana.

Entretanto, quando atinge um nível extremo, ou seja, caso os sintomas da ansiedade passem a ser frequentes e fortes a ponto de interferirem na rotina normal da vida, há grandes chances da pessoa ter desenvolvido um transtorno de ansiedade.

Nesse caso, a sensação de medo pode ser uma realidade constante. Isto é, pode atuar até mesmo como um debilitante. E afetar, em diferentes esferas e de várias formas, a vida da pessoa.

A ansiedade em números

Segundo levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS):

A ansiedade em números

Já de acordo com o relatório do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes:

Ansiedade no ambiente escolar

Ansiedade no ambiente escolar

Quando tratamos especificamente do cenário educacional, percebemos que, para a criança socialmente ansiosa, o ambiente escolar apresenta muitas situações potencialmente estressantes. Fazer uma apresentação oral, responder a perguntas em sala de aula, fazer amigos ou participar de grupos são alguns bons exemplos. 

Além disso, existem diferentes tipos de ansiedade. Esse é um dos motivos pelos quais pode ser difícil detectá-la em sala de aula. Contudo, o que todos os tipos têm em comum é o “bloqueio cerebral”. Ou seja, a criança está em sala, mas não consegue se desenvolver. 

Tudo isso, em harmonia, torna o ambiente escolar difícil para a criança. Isso porque ela está ali, mas não consegue “seguir o ritmo” dos demais. Resultado? Um sentimento negativo a longo prazo, no que tange o gosto pelos estudos.

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Como detectar alunos ansiosos dentro da sala de aula 

Como vimos, há diferentes tipos e intensidades quando trata-se de ansiedade. Isso significa que, em alguns casos, ela poderá ser fácil de identificar, como quando a criança se sente nervosa antes de uma prova. 

Entretanto, em outras ocasiões, a ansiedade pode parecer algo totalmente diferente. Ela pode se manifestar por meio de uma dor de estômago ou um comportamento retraído. 

Além disso, a ansiedade também pode tornar as crianças agressivas. Isso porque, quando aborrecidas ou ameaçadas, elas não sabem como lidar com os seus sentimentos. Dessa forma, tende-se a desenvolver uma reação de luta ou fuga. Esse sentimento pode se manifestar através de atos contra os demais alunos ou, até mesmo, contra o docente.

Além dos sinais descritos acima, a criança que vivencia a ansiedade no ambiente escolar pode:

  • parar de se socializar com colegas de classe;
  • apresentar elevada quantidade de falta;
  • possuir dificuldade de trabalhar em equipe;
  • desenvolver desatenção e inquietação;
  • enfrentar dificuldade para responder perguntas em aula.

O papel dos pais

Sem dúvida, os pais são um importante componente quando o assunto é ansiedade no ambiente escolar. Tomando como ponto de partida que a escola é a continuação do lar, faz parte do papel dos pais averiguar os possíveis motivos para a criança estar desenvolvendo a ansiedade. 

Se detectado que as causas podem estar na instituição de ensino, é primordial conversar com a criança e perguntá-la sobre o que pode estar lhe preocupando. Talvez, possa ser a pressão por notas boas nas provas, dificuldade de socialização ou, inclusive, ausência de adaptabilidade. 

Caso a criança não fale, os pais devem buscar um contato mais ativo com a equipe da escola, mais especificamente com o(s) docente(s) responsável(s) por lecionar para ela. Caso verifique que não há suporte para identificar e reverter o quadro de ansiedade, será preciso cogitar até mesmo uma possível transferência. 

Em contrapartida, caso seja identificado que o comportamento ansioso da criança deve-se principalmente a algum fator relacionado ao lar, os pais devem atuar sobre isso de forma a auxiliá-la a reverter esse quadro. E, se acaso for necessário, deve-se contar com profissionais capacitados para isso. 

Além disso, vale a pena ressaltar que, ao longo da rotina diária, a criança deve ter um tempo reservado para brincadeiras, atividades ao ar livre e lazer, sem mencionar um tempo de 8 horas para dormir.

Ansiedade no ambiente escolar: 3 ações eficazes para desenvolver em sua escola

  • Quebre o “ciclo vicioso” e acolha

As crianças ansiosas estão presas em uma espécie de ciclo vicioso de ansiedade social e expectativas negativas sobre o seu desempenho. Por isso, pode ser uma tarefa complexa quebrar esse ciclo. Mas é indispensável fazê-la entender que não está sozinha e que, tanto os pais quanto a escola, estão ali para ajudá-la. Desse modo, uma dica é transmitir esse acolhimento na rotina escolar mediante a relação professor-aluno.

| Material complementar:

A empatia na educação

Em suma, podemos dizer que a empatia na educação é um dos pilares fundamentais para o êxito dos processos de captação e permanência de alunos da sua instituição de ensino. Através dela, é possível proporcionar uma experiência de alto nível, tanto ao seu prospect quanto ao seu aluno. Saiba mais sobre como promovê-la em sua escola:

Empatia na educação - Rubeus

  • Tenha uma boa equipe de apoio

Independentemente do tamanho da escola, reunir uma boa equipe de apoio é essencial. Portanto, conte com pessoas qualificadas e experientes, seja um professor ou funcionário de apoio dentro da sala de aula. 

No caso do ensino médio, o aluno geralmente tem vários professores. Logo, é importante definir uma “pessoa indicadora” que seja responsável por ser uma espécie de “termômetro” para que a equipe psicopedagógica atue de forma mais direcionada.

  • Tenha um psicólogo escolar

O psicólogo assume um papel importantíssimo quando o assunto é ansiedade no ambiente escolar. Isso porque, dentre outras funções, ele atua sobre as dificuldades de aprendizagem e problemas comportamentais dos alunos. Por isso, é primordial contar com o apoio desse profissional em sua escola.

Imagem ilustrativa - Rubeus

Conclusão

Infelizmente, a ansiedade é uma realidade na vida de muitas pessoas, incluindo as crianças e os adolescentes. Quando analisada sob a ótica do ambiente escolar, ela atinge uma grande parcela dos estudantes, causando, dentre outros efeitos, desmotivação e dificuldade de aprendizagem.

Dentre os sinais emitidos por crianças ansiosas estão a dificuldade para socializar com colegas de classe, a elevada quantidade de falta e a desatenção e inquietação. 

Como forma de atuar sobre essas dificuldades, a escola deve estruturar ações eficazes. Mostrar que a criança não está sozinha através da prática da empatia, contar com ajuda médica por meio de um profissional qualificado e, ainda, ter uma boa equipe de apoio são exemplos.

Por fim, queremos saber de você: sua escola já pratica ações para mitigar os efeitos da ansiedade no ambiente escolar? Conte-nos a sua experiência!

 

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