As políticas de remediação e intervenção na aprendizagem possuem o mesmo objetivo fundamental: auxiliar alunos com dificuldades a alcançar o bom desempenho acadêmico. Aprofunde-se um pouco mais nesse tema e saiba quando adotar cada uma das estratégias, agora, através das nossas dicas!

Neste conteúdo, vamos dar uma olhada nas políticas de remediação e intervenção na aprendizagem. Nosso objetivo é desvendar as principais diferenças entre elas e identificar o momento ideal para adotar cada uma. Boa leitura e ótimos insights!

Introdução

Estamos em um momento ímpar no que tange a migração de um mundo pandêmico para um cenário pós-pandemia. Frente às esperanças de retomada ao ensino presencial, muitas instituições de ensino estão concentrando-se em como será o próximo período  letivo.

Se você conferiu o nosso conteúdo sobre “Educação pós-Covid: desafios e transformações após o isolamento social”, certamente já está familiarizado com algumas das principais mudanças que, muito provavelmente, farão parte da realidade das instituições de ensino após o isolamento social. 

Dentre as principais estão as modalidades de ensino à distância (EaD ou híbrido) e o emprego de tecnologias em sala de aula. Além da utilização de ambientes de aprendizagem digitais e interativos e o maior foco na experiência do aluno dentre outras.

Entretanto, além das preocupações requeridas pela transformação digital, há também outras necessidades as quais as instituições de ensino devem estar atentas: a defasagem no processo de aprendizagem

Certamente, assim como evasão escolar, ensino híbrido e competências socioemocionais, o assunto correção de déficits de aprendizagem é um dos temas que merecem muita atenção por parte das equipes educacionais. 

A necessidade de correção no processo de aprendizagem surge como resultado de um momento no qual as IEs se viram diante de um cenário caótico de fechamento. E, os alunos, diante da necessidade de se adaptarem rapidamente às novas formas de aprendizagem.

Frente a isso, como trabalhar, junto aos alunos, um processo eficaz de correção de aprendizagem? A resposta pode estar no emprego de políticas de remediação e intervenção

Políticas de remediação e intervenção na aprendizagem: qual a diferença?

  • Remediação

Em suma, as políticas de remediação visam “ensinar novamente” o conteúdo que os alunos não conseguiram aprender anteriormente. Elas acontecem no contexto em que toda a turma – ou grande parte dela – precisa de apoio. Seja porque a explicação foi insuficiente ou porque os estudantes passaram muito tempo longe da escola, como é o caso do que vivenciamos com a pandemia do coronavírus.

Em uma sala de aula, é normal que momentos de incompreensão ocorram. Mas quando a turma não consegue entender a matéria constantemente, normalmente será preciso mudar a abordagem ou a forma como o professor tem utilizado para lecionar.

À medida que os docentes reconhecem equívocos ou erros de compreensão, eles devem se concentrar em formas de remediar esse atraso. Isso deve ser realizado no início do semestre/ano letivo, na esperança de evitar que seja preciso realizar intervenções mais direcionadas e intensivas posteriormente. 

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Para que essa abordagem tenha impacto, os professores devem usar um método diferente do inicialmente utilizado. Um que se baseie no aprendizado e se concentre nas lacunas de aprendizagem específicas do aluno. 

  • Intervenção

As políticas de intervenção, por sua vez, possuem um foco diferenciado. Isso porque servem para apoiar os alunos que possuem alguma dificuldade de aprendizagem específica. 

O progresso do aluno deve ser constantemente monitorado e a intervenção se dá em um grupo de alunos ou para um aluno individualmente.

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A intervenção é frequentemente identificada como um processo formal para ajudar os alunos que estão enfrentando dificuldades para acompanhar o ritmo dos demais alunos. Nela, abordagens instrucionais baseadas em pesquisa são implementadas em torno de déficits de habilidades e o progresso é monitorado regularmente. 

Inicialmente, essa abordagem foi introduzida no cenário educacional como um método utilizado para identificar alunos com deficiências no processo de ensino-aprendizagem. Entretanto, atualmente, a maioria das instituições de ensino utilizam a intervenção para evitar que as lacunas de aprendizagem aumentem nas séries posteriores. E para identificar os alunos para encaminhamento de educação especial.

Por que adotar as políticas de remediação e intervenção na aprendizagem?

Infelizmente, se há uma realidade que a pandemia do novo coronavírus expôs e intensificou ainda mais foi a desigualdade no país. Especificamente no cenário educacional, percebemos que quando as aulas voltarem, os estudantes não estarão no mesmo “pé de igualdade” no que tange o aprendizado. 

Afinal de contas, são tantos os desafios ao longo do período de pandemia que há diferentes realidades. Tem o aluno que não conseguiu assistir às aulas, o aluno que desistiu, o aluno que mesmo com o acesso ao ensino remoto enfrentou dificuldades para compreensão, aquele que conseguiu acompanhar as aulas pela televisão, o que conseguiu aprender mesmo com tantos desafios… enfim, são muitas as realidades.

Frente a isso, as políticas de remediação e intervenção na aprendizagem surgem como forma de atuar sobre essa sangria que revela um grande desnível entre os estudantes.

A seguir, veremos mais orientações sobre como colocar, na prática, as políticas de remediação e intervenção na aprendizagem. Mas antes, tenho um convite para você!

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Quando empregar cada abordagem?

Como vimos, as políticas de remediação e intervenção na aprendizagem devem ser empregadas em momentos específicos. Veja a seguir, algumas orientações de quando utilizar cada abordagem:

Como promover as políticas de remediação e intervenção na prática?

Quando falamos de práticas de intervenção e remediação, nos referimos a práticas de gestão e de sala de aula. Afinal, uma completa a outra.

Dentre as principais ações indicadas, estão:

  • Realize avaliações diagnósticas

Ao realizar uma avaliação diagnóstica será possível identificar com mais precisão como está o desempenho de cada aluno. E, portanto, verificar se é preciso trabalhar formas de “nivelar” a turma. 

Quando migramos para o ambiente virtual, o mesmo acontece. Diferentes alunos são sinônimo de diferentes desempenhos. Por isso, para que o professor identifique qual o panorama da turma, o indicado é realizar uma avaliação de diagnóstico. 

Ao fazer isso, será possível criar uma série de ações. Dentre elas, atividades que possuam o objetivo de trabalhar o desempenho dos alunos. Além de mostrá-los que são capazes de acompanhar a evolução do aprendizado.

  • Priorize pequenos grupos

Uma turma “muito cheia” pode inviabilizar um contato mais próximo com os alunos, dificultando a identificação de quem precisa de uma atenção maior. 

Portanto, sempre que possível, priorize grupos pequenos de alunos. Assim, será possível dedicar a atenção ideal para cada um.

  • Trabalhe em conjunto com professores 

A relação de proximidade entre gestão e docentes é fundamental. Através dela é possível traçar boas políticas de remediação e intervenção na aprendizagem. 

Seja através do incentivo para que os professores invistam em um processo de aperfeiçoamento contínuo, ou através da estruturação de programas de apoio psicopedagógicos, os professores podem ser uma fonte de muita contribuição para o êxito da instituição de ensino como um todo.

  • Incentive a participação ativa dos pais e/ou responsáveis

Nem precisamos mencionar o papel fundamental que a família e a comunidade exercem sobre o aluno, não é mesmo? Quando o assunto é políticas de remediação e intervenção na aprendizagem, a participação e acompanhamento dos pais e/ou responsáveis é vital. É por meio dessa parceria que se torna possível a recuperação acadêmica do aluno.

Promova a participação dos pais através de convites para reuniões periódicas, agendamento de visitas à instituição, comunicação bilateral, etc.

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Além dessas dicas, temos mais algumas práticas que você pode utilizar para promover as políticas de remediação e intervenção na aprendizagem, veja:

  • Fornecer feedback constante;
  • Disponibilizar tutoria entre os alunos;
  • Priorizar trabalhos colaborativos;
  • Utilizar metodologias que sejam centradas no estudante; 
  • Trabalhar com reforço de leitura e de numeração.

Material complementar para enriquecer a sua leitura

Esperamos que nosso resumo sobre políticas de remediação e intervenção na aprendizagem tenha sido fonte de entendimento para você! Para tornar a sua experiência ainda mais completa, reunimos algumas dicas de conteúdos que podem te interessar:

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Considerações finais

Por fim, quero te desafiar a compartilhar esse conteúdo! Envie-o para os outros membros da sua equipe, assim seu time estará alinhado e crescerá junto. Além disso, não deixe de nos contar, nos comentários, o que achou!

Até a próxima!

Matheus Amaral - Rubeus

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